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29
Jan/2016

Entenda as diferenças entre Pilates e Treinamento Funcional

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29
Jan/2016

Pilates e Dor Crônica

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Fev/2016

Depoimento: “Como deixei a musculação para fazer Pilates”

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Abr/2016

Pilates e Fibromialgia

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Abr/2016

Pilates e a Síndrome do Piriforme

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Abr/2016

O Método Pilates no controle da Diástase Abdominal

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19
Abr/2016

Como ganhar massa óssea através do Pilates

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18
Mai/2016

Como você se vê?

Fonte: M. Mulher

Imagem corporal é um conceito que engloba vários fatores, como a percepção do corpo no espaço e do espaço corporal, satisfação com o peso corporal, avaliação da aparência física e do corpo ideal.
A construção da imagem corporal de cada pessoa é influenciada por fatores sócio econômicos, culturais, familiares e pelos meios de comunicação. A exposição de belos corpos feita pela mídia determina um modelo de beleza a ser seguido tanto por homens como por mulheres.
A relação que cada pessoa tem com o próprio corpo também é responsável pela formação ou distorção da imagem corporal, sendo atrelada à autoestima – seja ela alta ou baixa. Essa distorção pode ocasionar aversão ou obsessão por alimentos, causando distúrbios alimentares ou ainda a compulsão pela prática de atividade física. Em alguns casos, pode gerar inclusive a depressão.
É papel dos profissionais do movimento despertar em cada aluno a percepção do próprio corpo para entenderem suas habilidades e limitações.
Sendo o Pilates uma atividade que abrange várias capacidades como flexibilidade, coordenação, força e equilíbrio, o professor pode e deve evidenciar a qualidade de execução dos alunos, especialmente daqueles que os profissionais percebam que desenvolvem algum grau de distorção da imagem corporal.
O fato de instruir um único exercício de diferentes formas facilita o aprendizado. Como por exemplo: enfatizar a direção do corpo no espaço, utilizar referências ósseas ou associar algumas imagens para a realização do movimento facilita a performance e favorece a percepção e a consciência corporal dos alunos.
Ensinar como deve ser a relação do corpo no espaço e como as partes do corpo dialogam durante o movimento é papel único dos profissionais dessa área, pois além de extraírem do aluno a melhor performance para atingir o resultado esperado, também irão contribuir para a formação real da imagem corporal.

Entenda as diferenças entre Pilates e Treinamento Funcional

Fonte: zuzfisiopilates

Quem gosta de atividade física com certeza já ouviu falar sobre duas modalidades que estão “em alta” recentemente: o PILATES e o TREINAMENTO FUNCIONAL.
Como escolher a melhor modalidade para seus objetivos?
E o que elas tem em comum?
É possível realizar as duas, com objetivos complementares?
Para entender melhor, vamos comparar a ação de cada uma delas nas diferentes habilidades corporais:
Qual é melhor para ganhar força muscular?
Tanto o Pilates como o Treinamento Funcional trabalham a força muscular por meio do peso corporal e acessórios, resultando no aumento de força sem hipertrofia – ideal para quem quer definição de braços, pernas e abdômen, sem ficar “bombado”.
Outro fator comum das duas modalidades é que ambas realizam movimentos globais, nos quais é necessário ativar diversos grupos musculares ao mesmo tempo.
Qual é melhor para o alongamento?
Pilates.
Apesar de ser uma habilidade trabalhada em ambos os treinos, o Pilates utiliza alongamentpilates-equilibrioos mais intensos, com grandes amplitudes de movimento, que são requeridas durante toda a prática.
O Treinamento Funcional, por sua vez, utiliza o alongamento dinâmico durante o treino, principalmente no treino regenerativo; porém na maioria dos exercícios utilizam-se amplitudes de movimento menores que as do Pilates.

Qual deles trabalha mais o equilíbrio?
Ambos trabalham o equilíbrio, já que esta capacidade é exigida em todas as posturas e movimentos realizados durante as aulas.
Além disso, também são treinadas habilidades fundamentais para o equilíbrio, como tempo de reação muscular e ajustes em relação aos desequilíbrios antecipatórios e compensatórios a um movimento.
Qual irá melhorar meu condicionamento cardiovascular?
O Treinamento Funcional é a atividade ideal para melhorar o condicionamento cardiovascular, pois exige movimentos ritmados e em forma de circuito, não deixando que o aluno “fique parado” durante a prática.
Desse jeito, ocorre a elevação da frequência cardíaca (FC), necessária ao treino de condicionamento.
Já o Pilates não é considerado um exercício aeróbico, pois não costuma ter a intensidade necessária para o aumento da FC; principalmente no Pilates com aparelhos (Pilates Studio), onde há necessidade de paradas para trocas de aparelhos.
Com qual deles vou emagrecer?
Os exercícios que resultam na maior perda de peso são os aeróbicos, como é o caso do Treinamento Funcional, onde muitas calorias são “queimadas”. Já o Pilates não está nesta categoria.
É claro que no Pilates também temos certo gasto calórico (qualquer atividade física gasta calorias), mas só haverá emagrecimento se o gasto for menor que o consumo.

E qual devo fazer para melhorar minha respiração?
-A respiração é um dos princípios mais importantes tanto no Treinamento Funcional como no Pilates; e todos os exercícios são coordenados com a respiração.
No Pilates, ela é sempre realizada de forma lenta, trabalhando no máximo das capacidades inspiratórias e expiratórias, além de facilitar a contração do abdômen.
No Treinamento Funcional, apesar dos exercícios serem mais rápidos, é exigido um padrão semelhante da respiração.
Qual deles é bom para treinar a coordenação motora?
A coordenação envolve a capacidade de fazer movimentos diferentes e concomitantes, com diferentes segmentos do corpo.
Tanto o Pilates como o Treinamento Funcional são exercícios globais, em que todo o corpo trabalha ao mesmo tempo, sendo ótimos para a coordenação.
Com qual trabalha-se a agilidade?
Treinamento Funcional. O ¨Treinamento Funcional é ótimo para esta habilidade, já que trabalha movimentos rápidos e tempo de reação aos estímulos. Como o Pilates trabalha movimentos mais fluidos, não é o ideal para esta capacidade.

Qual é melhor para a postura?
Pilates.
Um dos princípios do Pilates é o alinhamento postural, ou seja, todos os exercícios devem ser feitos na postura “ideal”. Dessa forma, qualquer desalinhamento de um segmento corporal será constantemente corrigido pelo instrutor.
Além disso, o Pilates trabalha muito a estabilidade, por meio dos músculos profundos, posturais.
O Treinamento Funcional também trabalha muito esses músculos, ajudando assim a postura; porém como os movimentos são mais rápidos, os ajustes e correções posturais são menos precisos.
Qual o melhor para o CORE?
Hoje em dia fala-se muito no trabalho do CORE, principalmente no Treinamento Funcional. O CORE é o conjunto de músculos do tronco (abdominais, paravertebrais, diafragma e assoalho pélvico), que no Pilates é chamado de Power House.
O CORE / Power House, assim como a respiração, também é um dos princípios fundamentais das duas técnicas, e é trabalhado em todos os exercícios.
 

Assim, vemos que o Pilates e o Treinamento Funcional tem muito em comum: trabalho integrado de CORE / Power House e respiração; movimentos globais, utilizando todos os segmentos corporais ao mesmo tempo (como acontece no nosso dia-a-dia); trabalham a força muscular por meio do peso corporal, com o foco na definição muscular; e exigem muito do equilíbrio.
Além disso, cada um tem suas especificidades, que apesar de trabalhadas mais enfaticamente em uma técnica, estão também, em menor escala, presentes na outra.
Portanto, concluímos que Pilates e Treinamento Funcional são técnicas complementares, que se realizadas em conjunto e sintonia irão garantir uma evolução corporal completa.

Pilates e Dor Crônica

Fonte:

A dor foi o motivo mais importante e decisivo para o desenvolvimento da arte de curar e com certeza influenciou Joseph Pilates no desenvolvimento da Contrologia.

Atualmente, no Brasil, estima-se que 60 milhões de brasileiros têm algum tipo de dor crônica. Entre os homens, 20% têm o problema. Entre as mulheres, 34%.

Entre as principais causas estão:

– dores da coluna vertebral 41,2%;

– dores de cabeça e enxaqueca 31,2%;

– ansiedade e distúrbios emocionais 24,9%;

– depressão 19,2%;

– artrite 12,6%;

– reumatismo 10,6%;

– fibromialgia 7,3%.

É certo que o instrutor de Pilates deve compreender o fenômeno da dor crônica para escolher os próximos exercícios com critério e bom senso.

O instrutor de Pilates enfrenta diariamente alunos com dor e necessita avaliar com bom senso e conhecimento, o que de fato representa a dor a que seu aluno se refere.

Pilates não funciona como pronto socorro para o tratamento de dor aguda… Assim, casos agudos, devem ser encaminhados para o diagnóstico preciso e tratamento médico adequado.

Já alunos com dor crônica podem se beneficiar de um seleção adequada de exercícios de Pilates. Mas qual a definição de dor crônica?

– A Dor crônica é episódica ou persistente com duração e intensidade capaz de afetar adversamente a função ou o bem estar;

– A Dor crônica é um fenômeno com múltiplos componentes capaz de provocar um impacto em determinada pessoa do ponto de vista físico, funcional e psicológico;

– A dor crônica provoca interferência nas atividades da vida diária, levando a pessoa a ter comportamento mais irritável e diminuição do limiar de tolerância emocional.

O sistema nervoso desenvolve uma realimentação e a dor crônica se torna uma doença em si mesmo. Isto acontece em cerca de 10% das condições tumorais, inflamatórias, infecciosas e pós-operatórias onde a dor persiste por meses ou anos.

Fonte: Pilates em evidência

Depoimento: “Como deixei a musculação para fazer Pilates”

Fonte: Blog do Pilates

 

Nós, instrutores de Pilates, sabemos bem como o método criado por Joseph Pilates é completo e rico – sabemos das possibilidades de trabalhar com diferentes públicos e sabemos, também, quais são seus inúmeros e igualmente variados benefícios.

Ainda sim, não é incomum que alguns públicos específicos sintam receio de optar pelo Pilates como principal atividade – por medo do Método não satisfazer completamente suas necessidades e objetivos. Alguns alunos sentem a necessidade de conciliar o Pilates com alguma atividade mais aeróbica ou focada em definição – como treinamento funcional ou musculação.

Claro que o Pilates pode ser um ótimo complemento para corredores, por exemplo – funciona perfeitamente para evitar lesões e preparar o corpo para atividades de impacto. No entanto, é possível descobrir apenas no Pilates um método que completa seus objetivos estéticos, de saúde e também mentais.

A exemplo disso, trazemos hoje o depoimento da ex-fisiculturista Bruna Bender, aluna da Casa Do Pilates há 11 meses.

https://youtu.be/USL6JUEqPIQ

 

O incrível depoimento da nossa aluna Bruna, que tem uma vasta experiência em musculação e descobriu no pilates uma nova perspectiva de treinamento, se surpreendeu com a completa abrangência do pilates e como conseqüência o seu resultado estético.

Bruna possui 13 anos de experiência com musculação mas, devido a uma lesão que lhe deixou com problemas na coluna, se viu obrigada a se afastar do exercício que mais gostava de praticar e procurar uma alternativa. No Pilates, descobriu uma forma de mesclar o benefício estético com a sua saúde física e, de acordo com ela própria, foi algo surpreendente. “Eu acha que ia tratar apenas a saúde física, mas acabei me surpreendendo. Como a gente usa fibra muscular aqui, né? É um método completo. Continuo mantendo a resistência e rigidez muscular e trabalhando a força apenas com o Pilates.”

 

“Pilates para mim é um estilo de vida, é algo que eu jamais teria coragem de largar, além de ter corrigido toda essa questão da minha saúde, hoje ele corrige também o meu emocional!”

 

 

Pilates e Fibromialgia

Fonte:

Diariamente alunos ou pacientes procuram Studios de Pilates para tratar patologias, buscar reabilitação ou cuidar de quadros patológicos.

 Entre lesões musculares e problemas na coluna, a fibromialgia é um problema comum que leva pacientes a procurarem o Pilates como alternativa para recuperação e tratamento.

É muito comum a queixa de pessoas que não acreditam, ou não tem total percepção do problema por alegar não sentir tanta dor assim – e, nesse caso, precisamos ser extra atenciosos e cuidadosos com eles. Esse será o primeiro passo para que se tornem seus alunos e fãs do método pilates.

Mas antes de falar sobre o Pilates para fibromialgia, precisamos entender o que é, exatamente, essa síndrome clínica e quais seus sintomas.

–O que é fibromialgia?

Tratando a fibromialgia com o Pilates

Esta síndrome clínica é caracterizada por dores praticamente em todo corpo, principalmente no sistema muscular, sem uma causa única. Além disso, também apresenta sintomas como fadiga, insônia ou sono pouco repousante e intolerância a fazer exercícios físicos. Da mesma forma, há muitos relatos do surgimento ou manifestação deste quadro após situações de traumas ou estresse intenso, por exemplo. Essa síndrome afeta mais mulheres do que homens, numa proporção de 9 mulheres para cada homem acometido.

Alguns estudos recentes apontam como uma das causas a diferença que há de sensibilidade à dor que possuímos.  Seria como se o nosso cérebro estivesse “desregulado” quanto a intensidade da dor, e que nos acometidos pela síndrome o sistema nervoso ativasse várias regiões do corpo, provocando dores em vários lugares. Sendo assim, o indivíduo sente-as com muita intensidade.

O diagnostico é feito se o paciente apresenta episódios de dor difusa por mais de 3 meses consecutivos. No consultório, o médico pode usar como protocolo um exame em que palpa 18 pontos anatômicos e, se o paciente relatar presença de dor em 11 destes pontos, será caracterizado como positivo para fibromialgia. Por isso, é importante que, na avaliação, o aluno/paciente traga exames e declaração médica atestando o diagnóstico.

Como podemos intervir positivamente, através do Pilates, para melhorar a qualidade de vida de nosso aluno e ou paciente?

Primeiramente, é preciso que o aluno saiba que, por se tratar de uma doença ainda sem cura, deve ter uma rotina regular de exercícios físicos.
No Pilates, devemos então ter como principais cuidados, manter uma rotina de exercícios de alongamento das musculaturas mais utilizados, bem como fortalecimento das mesmas.
Podemos iniciar com um aquecimento moderado para aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos em geral.
Capriche nos alongamentos, mas peça para que o aluno/paciente os faça com movimentos lentos e controlados, observando seu limiar de dor para que execute com qualidade.

A rotina de exercícios deve ser feita com pesos entre leves e de média intensidade equilibrando as musculaturas, principalmente as da coluna.
Trabalhe exercícios que tenham relação com as atividades cotidianas dele(a), pois o ajudará bastante.
Finalmente, relaxe-o com mais alongamento, ou terapias manuais, sempre cuidando para que não haja dor – e sim relaxamento.

Pilates e a Síndrome do Piriforme

Fonte: Blog do Pilates

A síndrome do piriforme é uma patologia muito dolorosa causada pela contratura, encarceramento e hipertrofia desse músculo.


O piriforme é um músculo fino, parecido com uma pera. É dividido em três feixes e origina-se no sacro (S2-S4) – sendo o único músculo que se origina diretamente sobre este osso. O piriforme tem um padrão horizontal e oblíquo, encontra-se abaixo dos pequenos músculos do glúteo, gêmeos e obturador interno.

O tendão do piriforme se insere na parte superior do trocanter maior e é localizado na região posterior da pelve.
A inflamação do músculo piriforme, que neste caso aumenta de volume (hipertrofia), comprime o nervo ciático, causando pontadas nos glúteos e MMII.
A frequência é maior do que se pensa. Em um estudo realizado em 240 pacientes com dor ao longo do ciático, em 40% a causa foi a síndrome do piriforme.

O que causa a Síndrome do Piriforme?

Causa dor profunda na superfície posterior do quadril e glúteo, podendo gerar dormência e formigamento dos membros inferiores e até lombalgia. Por isso, muitas vezes se confunde a dor ciática por hérnia de disco com a síndrome do piriforme, porque ambas causam ciatalgia.
A dor aparece ao caminhar, correr e principalmente quando o paciente está sentado com as pernas cruzadas. É comum em esportes que envolvam corrida, mudança de direção ou descarga de peso excessiva. 

Corrida em terrenos duros ou irregulares, subir escadas, atividades que exijam muito agachamento e uso de calçados inapropriados para o tipo de pisada ou gastos demais também podem auxiliar no desenvolvimento da dor.
Entre os fatores associados ao surgimento da síndrome encontramos: hábito de ficar muito tempo sentado, exercícios exagerados para glúteos, variações anatômicas nas quais o nervo ciático passa pelo ventre do músculo piriforme, presença de aderências locais ou bandas fibrosas que restringem o livre movimento do nervo.
Também pode surgir após um trauma na região glútea. Frequentemente está presente desequilíbrio muscular na região.


O Pilates e a Piriforme

O Pilates pode agir tanto na prevenção como no tratamento desta síndrome.
A prevenção pode ser realizada através de um programa de exercícios que envolvem alongamentos dos músculos glúteos, rotadores internos e externos do quadril, mobilização de quadril (dissociação coxo-femoral) e membros inferiores.
O tratamento desta síndrome trata-se de uma reabilitação com o objetivo de permitir o retorno ao esporte e as atividades da vida diária de forma segura e efetiva. Devemos focar em exercícios que promovam força e flexibilidade dos membros inferiores, exercícios de transferências e que simulam o caminhar, o trote, a corrida, mudanças de direções e saltos, sempre adaptados à individualidade do aluno, objetivo, e no caso de atletas e esportistas, à especificidade da modalidade.

O Método Pilates no controle da Diástase Abdominal

Fonte: Revista Pilates

 

O método Pilates pode contribuir na prevenção e na melhora da diástase abdominal – a parede dos músculos do abdome se divide ao meio e se afasta -  é importante ressaltar que apesar de ser mais comum ocorrer em mulheres no pós-parto, também acontece com mulheres que nunca engravidaram e até em homens com uma barriguinha mais avantajada.

A diástase do reto abdominal é uma abertura da linha média (a linha que divide o abdome verticalmente) e pode ser maior em determinadas regiões, como na área próxima ao umbigo. Essa abertura é palpável e tem uma largura de mais de 2,5 cm. Alguns autores consideram a diástase a partir de 1 cm. É muito comum acontecer essa no pós-parto, com mais incidência em mulheres que engravidaram várias vezes, mas é possível ocorrer em mulheres que nunca tiveram nenhuma gestação e até em homens, normalmente quando em algum momento de sua vida sofreram de sobre peso. Estudos indicam que isso ocorre devido a uma fraqueza abdominal, mas há controvérsias sobre esse assunto pois existem pessoas com abdome fortes e que no pós-parto também podem apresentar a diástase.

Essa separação do músculo reto abdominal pode causar alguns problemas, como comprometer a estabilidade corporal e mobilidade, o que contribui para a dor nas costas e problemas na postura.

Ainda são necessários mais estudos sobre o caso e os fatores que favorecem a diástase. Os mais conhecidos são a pré-disposição genética, fraqueza abdominal, exercícios inadequados na gestação ou em qualquer fase tanto da mulher quanto do homem. Mesmo assim é certo afirmar que existem formas de prevenir ou diminuir a separação da linha alba.

Tanto a prevenção como o tratamento, são utilizados exercícios que visam o fortalecimento do transverso e do assoalho pélvico.

Quando a mulher está gravida, durante o pós-parto ou, independente do sexo, estar com sobrepeso, o indicado é fortalecer com os músculos transverso e assoalho pélvico e fortalecer também os músculos oblíquo e reto abdominal, porém, com menor ênfase em força e maior em flexibilidade. Isso pode explicar os casos em que mulheres com abdome forte sofrem também da diástase. Se o músculo reto abdominal e oblíquo forem fortes mas, porém, pouco flexíveis, terão dificuldades em estirar e depois retornarem ao tamanho normal. O transverso e assoalho pélvico já funcionam como uma cinta natural que segura todos os órgãos e coluna, por isso a importância de favorecer o fortalecimento desses últimos músculos na gravidez ou sobrepeso em que o abdome se estende.

O diagnóstico da diástase pode ser por tomografia, que é o mais -  porém com maior custo – pode ser através de ultrassonagrafia -  que possui custo relativo, porém menos confiável.

Após o diagnóstico, o profissional deve estar capacitado não somente no método Pilates, mas em prescrever exercícios dentro do método específico para diminuir a abertura da linha alba. No repertório do método existem muitos exercícios que irão melhorar o quadro. Também existem vários que poderão piorar a diástase, por isso é importante o profissional estar atento e oferecer as adaptações necessárias.

Como ganhar massa óssea através do Pilates

Fonte: Revista Pilates

 

O problema, caracterizado pela diminuição da perda óssea, é silencioso. O ritmo de trabalho acelerado dos dias atuais, sedentarismo, ingestão de corticóides e ciclos menstruais interrompidos que altera os níveis hormonais, acabam contribuindo para o aparecimento precoce dessa patologia. Mas se você pensa que a Osteoporose é uma doença somente da terceira idade está totalmente enganado. Atualmente, é cada vez mais frequente o início da doença em adultos a partir dos 35 anos. Então, vamos entender o que é Osteoporose?

A Osteoporose (por = passagem, caminho; ose = condição) é, literalmente, a condição de ossos porosos.  É uma doença óssea caracterizada por baixa regeneração e/ou rápida degeneração óssea causada por fatores nutricionais, metabólicos ou patológicos. O problema básico é que a ressorção óssea supera a formação de osso, e consequentemente a massa óssea diminui.

Em grande parte, isso se deve à perda de cálcio no corpo, mais cálcio é perdido na urina, fezes e suor, do que é absorvido a partir da alimentação. A massa óssea fica tão enfraquecida, que os ossos se fraturam, frequentemente de modo espontâneo, quando submetidos às tensões mecânicas da vida cotidiana. Por exemplo, uma fratura da pelve pode acontecer simplesmente como resultado de se sentar rapidamente. A osteoporose afeta todo sistema esquelético. Além das fraturas, causa encolhimento das vértebras, perda de altura, cifose (aumento da curvatura torácica da coluna) e dor óssea (em casos mais avançados).

Ela acomete duas vezes mais mulheres do que homens, por dois fatores: têm menor massa óssea que os homens e a produção de estrogênio declina acentuadamente na menopausa, enquanto a produção de androgênio, testosterona em homens decresce gradualmente. Além do fator sexo, história familiar, ascendência europeia ou asiática, estatura pequena e magra, estilo de vida sedentário, hábito de fumar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, mais de dois copos de bebida alcoólica por dia e o uso de certos medicamentos contribuem para surgimento precoce da osteoporose.

A prática de exercícios físicos tem por objetivo deixar os ossos mais fortes, ajudando a melhorar o desempenho e funcionamento de todo o corpo. O Pilates é uma técnica que oferece exercícios variados e que respeita as particularidades: necessidades e limites de cada aluno. Não há desgaste físico nem estímulo à fadiga. Durante os exercícios, os ossos são submetidos à carga mecânica, favorecendo o aumento da massa óssea. Dentro de certos limites, o osso tem a capacidade de alterar sua resistência, em resposta a variações das tensões mecânicas.

Quando submetido a essas tensões, o tecido ósseo se adapta, tornando-se mais forte, pelo aumento da deposição de sais minerais e da produção de fibras colágenas. Outro efeito dessas tensões é aumentar a produção de calcitonina, hormônio que inibe a ressorção óssea. O Pilates também ajuda a trabalhar o equilíbrio, a força muscular, a concentração e a coordenação, essenciais para evitar a ocorrência de quedas e consequente risco de fraturas, além de promover uma melhora do alinhamento postural, evitando padrões de movimentos incorretos e prevenindo a incidência de lesões.

O melhor tratamento sempre é a prevenção, uma dieta rica em cálcio, prática regular de exercícios no mínimo três vezes por semana, acompanhamento médico e fazer anualmente a densitometria óssea que é o principal exame para rastreamento e diagnóstico da doença.

“A aptidão física é o primeiro requisito da felicidade. Nossa interpretação da aptidão física é a obtenção e manutenção de um corpo uniformemente desenvolvido com uma mente sã plenamente capaz de, natural e facilmente, realizar satisfatoriamente as nossas muitas e variadas tarefas diárias com entusiasmo espontâneo e prazeroso.” Joseph Pilates